Dunyas eno Unyaah - O Rapto e A Viagem Cap. 1. 1

Aqui vou começar a postar trechos dessa fantasia. Aqui é o início da seção "Minha Ponte Sthaarlifth". Uma boa leitura a todos!

PS: esta obra está registrada! Plágio é crime!


CAPÍTULO 1 PARTE 1


Os dedos das minhas mãos estão começando a endurecer, por causa deste frio congelante. Está ficando cada vez mais difícil segurar a minha espada e isso não é o mais grave. Essa maldita neve, que não para de cair, está transformando o campo de batalha num lamaçal. Esse barro misturado ao lago de sangue que estou pisando está fazendo a minha armadura pesar uma tonelada.


Não posso pensar nisso agora, tenho que me concentrar na batalha. Lá vem uma nova legião de soldados querendo matar a mim e os meus bravos compatriotas. Apesar do cansaço, sinto que tenho forças para matar mais mil homens, quanto aos outros, não sei quanto tempo mais resistirão.


O primeiro inimigo que vem correndo na minha direção está com a sua espada pronta para me cortar ao meio, porém detenho o seu golpe com o meu escudo, ao mesmo tempo, corto uma das suas pernas, decepando-a. Ele cai em agonia, mas sua dor logo termina ao sentir a minha lâmina entrando na sua armadura como se fosse manteiga, acertando-lhe a carne e perfurando o seu coração.


Que delícia é a morte! É um prazer imenso ver esses bastardos turcos morrerem sob a minha espada. Acredito que o meu elmo deve estar cheio de sangue, pois posso sentir o sabor do líquido rubro de todos que já matei nos meus lábios. É tão saboroso que aumenta a minha sede por mais mortes consideravelmente.


Outros três guerreiros me cercam e já não tenho muito tempo de pensar, depois de tantas batalhas, faço tudo por instinto. Decepo os dois braços de um, em seguida, faço um giro de cento e oitenta graus decapitando o outro, ao mesmo tempo, protejo o meu corpo contra um golpe do terceiro com o meu escudo, depois enfio a minha espada na base da barriga deste rasgando o seu tronco de uma ponta a outra.


Nem me lembro do motivo dessa guerra. Não! Na verdade, me lembro sim. É em nome do Criador. Foi em nome Dele que reivindicamos a terra do nascimento do seu filho, no entanto, perdemos feio. Agora, é em nome Dele que estou protegendo o meu reino, além de todo o ocidente, contra a invasão do Império Otomano.




Mas... espera... eu não sou esse guerreiro destemido. Sou uma garota! Subitamente, sinto o meu corpo flutuar e já não estou dentro da batalha. Vejo a guerra de cima, o guerreiro que antes pensei ser eu, tira o seu elmo, posso ver os seus olhos e... Nossa! Estão vermelhos como sangue, além disso, está sorrindo como se realmente estivesse sentindo um prazer imenso.


Ele luta ferozmente contra vários inimigos, enfiando a sua lâmina nas entranhas deles. Vez ou outra, deixando ela dentro de um guerreiro ou outro, trocando-a por lanças no seu caminho, empalando as suas vítimas. Nossa! Estou perplexa com essa batalha por causa da trilha de morte e sangue que é deixada pelo guerreiro de olhos vermelhos ao longo do caminho por onde passa.


Eis que tudo desaparece numa névoa escura. Quando ela dissipa, noto que estou flutuando sobre um edifício numa cidade grande. É noite, chuva cai torrencialmente me encharcando completamente. Apesar da escuridão, consigo distinguir uma figura que parece ser a minha mãe no topo da construção.


Começo a aproximar-me dela, graças a vários relâmpagos que rasgão o céu de ponta a ponta por várias vezes seguidas, tenho a certeza de que é minha velha. Ela está chorando sobre o corpo de um homem e... Nossa! O rosto dele se assemelha bastante com o guerreiro que lutava agora a pouco, ele parece que está morrendo ou será que já está morto?


— Sara?! – ouço a minha mãe me chamar e bater na porta, no mesmo instante que o sonho se desfaz numa névoa escura — Acorda! Senão, você vai chegar atrasada!


Abro os olhos, me deparo com a claridade do novo dia que está começando a entrar pela janela do quarto. Esfrego as mãos no rosto, dou aquela espreguiçada. Que droga! Ainda estou com sono! Esses malditos sonhos de guerras sempre me deixam cansada e sonolenta. Fora isso, ainda tem essa imagem da minha velha, com esse guerreiro estranho, gravada na minha mente.


Sento na cama, dou uma olhada geral no meu quarto. Diversos livros numa prateira ao lado da cama e, abaixo, a minha escrivaninha para estudar cheia de papéis, alguns cadernos e a minha mochila preta. Odeio ir para escola! Sou sempre excluída de tudo, sempre tenho que fazer sozinha os trabalhos escolares porque não me incluem em nenhum grupo. Vez ou outra, ouço piadinhas ao meu respeito, tudo por me acharem estranha. Pesando bem, sou bem estranha mesmo.


— Sara?! – a minha velha bate na porta outra vez.


— Tá! Já acordei! – falo alto.


— Anda logo! Vai chegar atrasada no seu primeiro dia na escola nova?!


— Já sei! – reviro os olhos.


Levanto da cama e apesar de não gostar, encaro o meu reflexo no espelho da porta do pequeno guarda-roupa branco. Tem razão das meninas não quererem fazer amizade comigo, senão fosse pelas minhas bochechas levemente rosadas, eu pareceria um fantasma com esse cabelo branco como leite e essas duas bolinhas de gude que são os meus olhos verde-claro que, às vezes, parecem azuis.




***********************************

Até a próxima postagem! :)

PS: quer ler mais antes da próxima postagem, este livro e a sua continuação estão disponíveis na loja Amazon.

Posts Em Destaque
Posts em breve
Fique ligado...
Posts Recentes
Arquivo
Procurar por tags